broken SOUL

A voz não me escolheu naquele dia. Ela nasceu em mim — não literalmente, mas emocionalmente. Algo despertou naquela igreja. Um pensamento intrusivo que vivia me atormentando, mas ao mesmo tempo, me instigava, me motivava a errar. A voz começou suave, quase amorosa. Não como um demônio sádico, mas pior: como conforto.
Lembro que ele me dizia coisas como: “Você não precisa sentir culpa.” “Eles nunca entenderam você.” “O fogo purifica.” “Deus também destruiu cidades inteiras.” E o mais assustador: ela nunca grita. Nunca com a voz ríspida. É uma voz que consola.

   Lorem ipsum    Após a mudança, névoas me perseguiam como se eu tivesse uma alma suja. Cresci uma criança incompreendida, sempre rodeado de pessoas, mas por seus receios acompanhados. Eles tinham medo de abrir seus sentimentos, acham que teriam pesadelos sobrenaturais como premonições, agindo como fanáticos religiosos que eram. Eu cresci e me tornei algo diferente,   um ser enrugado,     que buscava por uma solução, por amor, ou apenas   compreensão.    

   Cruel World    O corpo trazia a tona o que a mente guardava silenciosamente. Destruindo o corpo de dentro para a fora. A mente atormentada não se calava. Eram vozes, sussurros, apagões, tormentos incessantes. Qual seria a solução? Qual o motivo disso tudo?   Desejo apenas viver     como uma pessoa comum, com desejos e sonhos a serem realizados, distantes de demônios que corroem o espírito.

CAINBOOK

  •        origin          North Platte, Nebraska.

  •        age          24 Years.

  •        status          Single.

  •        genre          Male.

  •        detail          artist, forensic investigation student and amateur singer.

AMERICAN TEENAGER

A história de Cain retrata traumas de infância, influenciando totalmente em sua vida ao decorrer do tempo suas relações sociais — sejam elas amistosas, ou românticas —, sendo totalmente prejudicadas e trazendo a tona problemas psicológicos que, até então, sequer haviam dado sinais anteriormente, antes do fatídico acontecimento onde Cain incendiou uma igreja, levando consigo muitas vidas de parentes, vizinhos e amigos da família.

       29 DE OUTUBRO DE 2024          Ainda não consigo entender o motivo de eu não sentir culpa por isso. Acho que deveria existir alguma coisa dentro de mim me consumindo depois do incêndio. Alguma dor, culpa? Talvez remorso? Alguma punição do divino que me fizesse sentir algo. Mas quando eu fecho os olhos e lembro da fumaça subindo pela igreja, eu não sinto nada além do cheiro, da vibração que meu corpo sentiu enquanto tudo queimava. Às vezes penso que talvez uma parte de mim tenha morrido naquela noite, junto de nossos ente queridos. Meus pais quase nunca falam sobre isso, e eu sinceramente não sei se é bom ou algo muito ruim. Minha mãe evitou — por muito tempo — olhar diretamente pra mim durante o jantar, falava somente o necessário. Meu pai começou a trancar a porta do quarto deles antes de dormir, como se tivessem medo de eu fazer algo com eles também. Eu percebo essas coisas. Eles acham que eu não percebo, mas está tudo aqui. O pior é que eu lembro da voz dentro da minha cabeça incentivando tudo, não claramente, mas lembro. Ela não parecia cruel. Não parecia ameaçadora. Só parecia… calma. Como alguém segurando minha mão e me ensinando o que fazer.       18 DE DEZEMBRO DE 2024          Hoje finalmente voltamos a frequentar a igreja. North Platte é pequena demais pra fugir da religião, e até mesmo de fofocas, então precisávamos nos misturar. Acho que meus pais acreditam que Deus ainda pode “consertar” alguma coisa dentro de mim, como se eu fosse uma porcelana frágil, danifica. Eu deixo que pensem isso, afinal, me sinto bem depois de tudo que passou. Na missa de hoje conheci um garoto na igreja, ele se chamava Efraim. Chega a ser engraçado como nossos nomes são parecidos. Ele parecia tão deslocado quanto eu, talvez fosse novo por ali também. Ele sentou ao meu lado durante a missa porque os bancos estavam bem cheios, mas não conversamos muito, só que pela primeira vez em meses eu consegui prestar atenção na voz do padre sem sentir aquele vazio horrível dentro da cabeça. Foi estranho. Quando a missa terminou, ele ficou andando comigo por alguns minutos do lado de fora da igreja, o vento estava muito frio e ele usava aquele tipo de perfume amadeirado que fica impregnado na roupa dos outros sem perceber. Não sei porque estou escrevendo isso...       7 DE FEVEREIRO DE 2025          Os apagões começaram outra vez, depois de tanto tempo. Não sei explicar isso direito como... mas hoje eu estava lavando as mãos no banheiro da igreja e então… nada. Foi como dormir acordado. Quando percebi, estava do lado com as mãos cheias de sangue. Eu não lembro de ter saído do banheiro. Nem lembro o que fiz para todo aquele sangue ter se misturado na minha pele. Tenho medo de ter feito algo para alguém, eu nunca machuquei uma pessoa dessa forma...       2 DE ABRIL DE 2025          Os apagões pioraram. Eles vêm rápido demais, e em momentos tão aleatórios que... Não sei, eu preciso contar para meus pais, mas tenho medo de quê queiram me internar, ou algo assim. Eu me lembro de sapatos molhados andando pelo corredor da igreja, bem no meio de uma missa. Outra vezes, meus dedos cobertos de sangue novamente. Como eu poderia ter ferido alguém dentro da igreja? Ainda no meio de uma missa? Acho que são de fato alucinações. E hoje quando estava indo embora, lembro de ver alguém parado atrás do altar. Não vi o rosto inteiro, mas era amedrontador. Tudo me dizia que aquela voz estava fazendo isso, mas quando eu era criança eu apenas a ouvia, nunca senti tudo o que estou sentindo. A ouvi dizer mais cedo “Você ainda se lembra do fogo?” Eu congelei na mesma hora. Achei que aquilo tinha acabado, mas tudo está voltando, e pior do que antes.

dossier

       personality          Ele era o tipo de pessoa que confundia sofrimento com fé. Quieto demais para parecer tímido, gentil demais para parecer sincero. Havia algo nele que sempre soava cansado, como alguém que passou a vida inteira tentando merecer ser amado. Falava baixo, era sútil, mas observava tudo. Tinha uma devoção perigosa pelas pessoas que ele amava; se entregava até desaparecer dentro delas, como se o amor não fosse somente um sentimento, mais como um ritual de autodestruição. Existia certa doçura nele, mas era uma doçura diferente, quase fúnebre. Ele sabia ser afetuoso de um jeito delicado, quase inocente, porém carregava algo inquietante no olhar — uma intensidade silenciosa, sufocante, como se estivesse sempre a um passo de transformar carinho em obsessão, e de fato, nada descreveria aquele garoto de uma forma melhor. Ele nunca soube lidar com abandono. Preferia apodrecer ao lado de alguém do que sobreviver sozinho, e talvez fosse isso que o tornava tão perigoso: sua capacidade de amar até que se perdesse na própria ruína.==       Soul Description            Defeitos         : Obsessivo, autodestrutivo e emocionalmente dependente. Costuma romantizar sofrimento e se sacrificar demais pelas pessoas que ama, mesmo quando isso o destrói devagar, sem que perceba.        Manias         : Mexer nos próprios dedos quando está ansioso, encarar pessoas por tempo demais sem perceber, guardar objetos pequenos ligados a memórias importantes e dormir pouco.        Linguagem Corporal        : Postura comum, olhar cansado e movimentos delicados. Costuma tocar nas pessoas com cuidado excessivo, como se tivesse medo de quebrá-las, ou de ser rejeitado ao encostar.        Essência geral        : Se parece com um altar abandonado, bonito, silencioso e consumido pelo excesso de fé em algo que nunca o trouxe salvação.

  •        DESCRIPTION.          A seguir, uma descrição do personagem, esclarecendo trejeitos, aparência, personalidade e rotina. Todas as características são baseadas no shape, e inventadas a partir do roteiro criado para o personagem.